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Profundidade de Campo (DOF)

11, outubro, 2009 Celow Sem comentários

Um efeito interessante que você pode fazer em suas fotos é manter o assunto que você quer fotografar “isolado” do fundo. Isso se chama tecnicamente “profundidade de campo”. Recentemente as pessoas tendem a chamar  de “desfoque” devido às ferramentas encontradas em programas como o Photoshop.

Diz-se que uma foto tem “pouca profundidade de campo” quando há poucos planos em foco. Veja por exemplo essa foto:

image.axdPerceba que a Madonna e a criança(primeiro plano) estão bem nítidas enquanto que os móveis(plano de fundo) estão desfocados (“borrados”).

Se todos os planos (a Madonna e os móveis) estivessem bem nítidos, diríamos que a foto tem grande profundidade de campo.

Ter uma grande ou pequena profundidade de campo vai depender do objetivo da foto. Se você quer ressaltar apenas um assunto específico é interessante ter pouca profundidade de campo (ou, “fundo desfocado”).

Para se conseguir isso é necessário que a câmera tenha controles manuais, pois você irá precisar alterar os valores de abertura do diafragma.

O diafragma é a “peça” que se abre para que a imagem seja captada pelo sensor da lente ou pelo filme.

Via de regra, quanto MAIOR a abertura do diafragma, menor a profundidade de campo, e o contrário. Os valores de abertura são medidos em “f”: f/1.8, f/2.0, f/2.2, f/2.8, f/3.5, etc. Para confundir um pouco mais, quanto menor o valor (1.8 no caso do exemplo), MAIOR é abertura.

Não se assuste com a parte técnica/teorica por enquanto. O importante é saber que você só poderá controlar a profundidade de campo tendo uma máquina com controles manuais. Tendo uma máquina dessas, você pode “brincar” com os valores de “abertura” para aprender de modo prático como funciona. Faça um teste: sobre uma mesa, coloque 3 latas de refrigente (ou objeto semelhante) à uma distância  de 30 a 50cm uma da outra. Fique em linha reta com as 3 latas. Coloque a menor abertura possível e tire 3 fotos: uma focando na primeira lata, outra focando na segunda lata e a outra focando na terceira lata.

Veja o exemplo utilizando 3 xícaras, e abertura f/1.8:

Focando na 1ª xícara, a 2ª e a 3ª ficam desfocadas

Focando na 1ª xícara, a 2ª e a 3ª ficam desfocadas

Focando na 2ª, a 1ª e a 3ª ficam desfocadas

Focando na 2ª, a 1ª e a 3ª ficam desfocadas

Focando na 3ª, a 1ª e a 2ª ficam desfocadas

Focando na 3ª, a 1ª e a 2ª ficam desfocadas

Usando uma abertura maior f/22, observa-se razoavelmente bem todas as xícaras (foco na 2ª)

Usando uma abertura maior f/22, observa-se razoavelmente bem todas as xícaras (focando na 2ª)

Claro que existem outros fatores envolvidos, como por exemplo, distância focal da objetiva, distância que você está do tema a ser focado/desfocado, etc…, mas o controle básico para se ter mais ou menos profundidade de campo é a abertura do diafragma.

Significado das siglas de algumas objetivas

3, outubro, 2009 Celow Sem comentários

CANON

  • USM – Ultrasonic Motor, ou motor ultrassônico do autofocus, que pode ser do tipo anel ou micromotor; mais rápido e silencioso que o motor convencional da marca.
  • IS – Image Stabilizer, ou estabilizador de imagem; permite velocidades de obturador até 2 pontos mais baixas sem que a foto saia tremida.
  • EF – Electro Focus, objetivas autofocus desenvolvidas para câmeras da linha EOS.
  • L – Identifica lentes especiais, profissionais, com elementos óticos especiais (feitos com cristais UD, S-UD ou fluorita); com foco e retrofoco internos (I/R) de última geração, dando maior velocidade ao autofocus; com foco de toque manual com ação não interrompida, ou seja, mesmo no autofocus o fotógrafo pode ajustar manualmente o foco sem precisar acionar a chave de modos de foco.
  • DO – Diffractive Optics, ou elemento ótico difrativo multicamada, que corrige a aberração cromática, de características asféricas e superior ao cristal UD, permitindo lentes menores e melhores. Atualmente, somente a nova 400 mm f/4 L IS USM tem essa característica.
  • FD – Sistema manual de lentes da Canon dos anos 1970 e 80 que usam um sistema de alavancas e pinos mecânicos para transmitir informações para a câmera.
  • UD – Ultra Low-dispersion Glass (vidro de dispersão ultra baixa) Elemenos de lentes fabricados com vidros UD tem um indice de refração menor do que as de vidro comum. Tais elementos são, normalmente, usados para corrigir aberração cromática.

MINOLTA

  • AF – Objetiva autofocus.
  • APO – Define uma objetiva apocromática, com elementos óticos para que haja menor aberração cromática.
  • G – São as lentes especiais da marca, com maior abertura e alto desempenho, com altíssima qualidade de imagem e com abertura circular, o que proporciona um “bokeh” maravilhoso. Finalmente, o G é de “Golden”, se não me engano – tanto que todas as objetivas G têm um anel dourado, normalmente próximo à rosca do filtro.
  • SSM – “Supersonic Wave Motor”. Denota objetivas em que o motor do AF está na objetiva e é muito rápido e silencioso.
  • HS – “High-Speed”, em algumas objetivas “G”. São objetivas que focam rapidamente apesar de não serem SSM.
  • D – Isso significa que a objetiva incorpora o mecanismo ADI ou “Advanced Distance Integration” para a determinação da potência do flash, dispensando o uso de preflash para determinar a exposição.
  • MF – Foco Manual.
  • MD – acredita-se geralmente que signifique “Minimum Diaphragm” pois as lentes MD têm uma aba para indicar qual a abertura mínima da lente ao corpo. No mais, são iguaizinhas às lentes MC.

NIKON

  • AI – Aperture Indexing Em 1977 a Nikon lançou uma série de lentes que podiam comunicar-se a abertura da lente para o corpo da câmera através de um contato mecânico. Estas lentes são facilmente identificadas pela “orelhas” de metal no seu topo (ver imagem). As que apresentam pequenos furos em cada orelha são lentes AI ou AI-S.
  • AI-S – Outra variação das lentes F da Nikon lançada em 1981. Essencialmente são lentes AI com suporte para algumas automações a mais, como transmissão linear de informação de abertura.
  • AF/AF-S – As objetivas AF incorporam o motor de autofocus convencional da Nikon; as AF-S recebem o novo motor “Silent Wave” com foco automático mais rápido e silencioso.
  • AF-D – Uma das muitas variações da linha de lentes F da Nikon. As lentes Nikon tipo AF podem transmitir informações de distância para o corpo da câmera. Os dados de distância do foco é usado pelo sistema de medição de matrix 3D da Nikon e pelo sistema de medição 3D dos flashes.
  • AF-DX – São lentes autofoco Nikkor projetadas para SLR digitais Nikon com fator de corte de 1.5x. Elas são menores e mais leves que as Nikkor padrão devido à não ter que cobrir todo o sensor (não fullframe). Em geral elas não são utilizáveis em corpo Nikon 35mm.
  • AF-I – Autofocus Integrado. Em 1992 a Nikon seguiu o exemplo da Canon lançando uma nova serie de lentes com motor integrado ao corpo da lente. Até então a Nikon só produzia sistemas autofoco no corpo das câmeras. Estas lentes são equivalentes às USM da Canon.
  • IF – Foco interno, ou seja, o movimento dos elementos estão resumidos à parte interior, sem alteração de tamanho externo da objetiva, o que permite lentes mais compactas e leves, além de distância de foco mais curtas.
  • D/G – As objetivas tipo D e G informam a distância entre a câmera e o assunto ao corpo da autofocus Nikon, o que tornou possível avanços na fotometria matricial 3D e no sensor para flash um preenchimento mais equilibrado.
  • ED – São objetivas que têm o cristal ED de dispersão mínima de luz, o qual reduz muito as aberrações cromáticas, com ganhos em nitidez e reprodução de cores.
  • Micro – São as lentes para macrofotografia da Nikon.
  • VR – Objetiva com redutor de vibrações (como o IS da Canon), que permite, no caso da Nikon, trabalhar com até 3 velocidades abaixo da recomendada sem risco de foto tremida.

PENTAX

  • AL – Aspherical, lente com elemento asférico.
  • ED – Objetiva com elemento ótico de baixíssima dispersão de luz.
  • IF – Internal Focusing, ou foco interno, como o sistema de outras marcas.
  • FA – Objetiva autofocus.

SIGMA

  • ASP – Aspherical, lente com elemento asférico.Os elementos não esféricos de uma lente podem reduzir o numero total de elementos necessários em um tipo de lente. Eles podem melhorar o desempenho e ao mesmo tempo reduzir o peso e o tamanho da lente. As lentes Aspherical maximizam a qualidade ótica e minimizam o tamanho e o peso das mesmas. As lentes Aspherical reduzem alguns problemas normalmente associados com grande angulares e zooms, tais como flare e distorções das bordas.
  • APO – Apochromatic, lente com design apocromático e com cristal SLD, que baixa dispersão paradiminuir a aberração cromática.
  • IF/RF – Internal and Rear Focusing, ou foco interno e retrofoco, como o sistema de outras marcas.
  • HSM – Hyper Sonic Motor, ou motor hiper-sônico, que movimenta o autofocus.
  • UC – Ultra Compact, ou lente ultracompacta: pequena e leve.
  • DL – De Luxe, ou de luxo, lente com acabamento especial e preço atraente.
  • DF – Dual Focus, ou foco de duas formas, que permite a correção do foco automático manualmente.
  • HF – Helical Focus, ou foco helicoidal, de forma espiral, para eliminar a rotação da lente frontal.
  • EX – Excellence, ou excelente, que define a lente profissional da marca.
  • OS – Esta função utiliza um mecanismo embutido que compensa as trepidações que a camera pode causar. Expande consideravelmente as possibilidades fotográficas quando se está fotografando sem o auxilio do tripé. “Estabilizador ótico”.
  • DG – Estas são objetivas de aberturas grandes com angulações e distancias focais curtas. Com abundancia de iluminação periférica, são ideais para cameras digitais SLR mantendo a usabilidade para as tradicionais 35mm SLR.
  • DC – Estas são objetivas especiais feitas para que o circulo da imagem encaixe no menor tamanho de sensor da maioria das cameras digitais SLR. Seu design especializado dá a estas objetivas as ideais propriedades da camera, e sua construção leve e compacta ajudam bastante.

TAMRON

  • ASL (Aspherical Lens) – Maximizam a qualidade ótica minimizando o número de componentes e, consequentemente, tamanho e peso das mesmas. Evitam distorções nas bordas.
  • LD (Low Dispersion) – Diminui aberração cromática (é semelhante a Sigma APO ou Nikon ED).
  • DI – Lentes otimizadas para SLR digitais. Melhoram a distribuição de luz. Podem ser usadas em 35mm também. Semelhante a sigma DG.
  • Di-II – Desenhadas exclusivamente para digitais, com sensores de tamanho APS-C. Menores e mais baratas. Não servem para SLR Full-Frame (se não me engano causam grandes distorções). Semelhantes às Nikon DX / Sigma DC.
  • IF – Foco interno. Não modifica o tamanho externo da lente.
  • XR (Extra Refractive Index Glass) – O uso do XR optimiza uma distribuição geral do poder ótico e também reduz várias aberrações para o mínimo absoluto enquanto atinge notável compactação. Além disso, o posicionamento adequado de dois elementos híbridos esféricos mantem a performance de imagem e diminuir e comprimir o sistema ótico inteiro.
  • SP – Super performance – série que indica lente te alta-performance, indicando uso profissional. Similar ao EX das Sigmas.

Mini-Cursos de fotografia em PDF

24, setembro, 2009 Celow Sem comentários

Segue abaixo um mini-curso de fotografia em Português (Portugal) em PDF.

Estão separados dasta maneira: Pessoas e Retratos, Animais e Natureza, Viagens e Férias, Festas e Ocasiões especiais, Paisagens e Arquitetura.

Pessoas e Retratos

  • Você está a olhar para uma pessoa, não para a câmara!
  • Afaste-as do sol para variar
  • Distraia as crianças
  • Concentre-se nos olhos
  • Evite o efeito de olhos vermelhos quando usa o flash
  • Tenha o fundo em conta
  • Crie mais luz
  • Ajuste manualmente a focagem
  • Ganhe mais atmosfera com o flash
  • Experimente a medição da luz

Animais e Natureza

  • Chame-lhes a atenção
  • Seja paciente e capte aquele momento especial
  • Fotografe um fascinante retrato de um animal
  • Experimente a composição
  • Concentre-se nos detalhes
  • Um truque rápido para situações instantâneas
  • Amplie a imagem
  • Mantenha o controlo sobre as imagens em movimento
  • Experimente a profundidade de campo
  • Utilize objectivas diferentes para efeitos diferentes

Viagens e Férias

  • Olhe para o mundo de um ângulo diferente
  • Experimente desligar o flash!
  • Pare ou disparo!
  • Atenção ao detalhe…
  • Use a luz de fundo!
  • Transforme a sua fotografia num quadro
  • Experimente a velocidade do obturador
  • Jogue com a profundidade de campo
  • Experimente a medição da luz

Festas e Ocasiões especiais

  • Dê uma oportunidade à vela
  • Evite ‘tiros de sorte’
  • Tirar fotografias em concertos
  • Concentre-se nos detalhes
  • Fotografias de grupo
  • Fogo-de-artifício
  • Faça-se passar por um paparazzo
  • ‘Numa discoteca…’
  • Utilize um flash auxiliar
  • Jogue com a velocidade do obturador

Paisagens e Arquitetura

  • ‘Tudo tem ritmo…’
  • Jogue com contrastes de cores
  • Tenha em conta a ‘dimensão humana’
  • Trabalhe com profundidade de campo
  • Pouca luz, muitos efeitos
  • Olhe para o mundo com um par de lentes (diferente)
  • Interacção de linhas
  • Utilize uma teleobjectiva
  • a cidade vista de noite
  • Utilize um filtro polarizador

Tipos de objetivas

20, setembro, 2009 Celow Sem comentários

As lentes são a alma da câmera fotográfica. Através da passagem da luz pelos seus cristais, os raios luminosos são orientados de maneira ordenada para sensibilizar a película fotográfica, ou o sensor, e formar a imagem. Uma lente (também chamada de objetiva) é formada basicamente de três elementos: um corpo de metal ou outro material de boa resistência, que envolve e protege os elementos internos, os cristais, que constituem o elemento óptico da estrutura, e o diafragma.

A distância focal, medida em milímetros, é a distância ente o centro óptico da lente e o sensor da câmera. É através dela que classificamos as lentes.

Lentes Grande Angular

As grande-angulares, como o próprio nome já diz, são objetivas que abrem o ângulo de visão, possibilitando ao fotógrafo enquadrar muitos elementos mesmo em locais de pouco espaço (pouco recuo).

São geralmente utilizadas nas áreas de foto jornalismo, paisagens, arquitetura, ambientes internos, perícias, aéreas, etc.

Lentes Normais

De maneira geral, considera-se assim uma objetiva que possua uma distância focal praticamente igual a diagonal da imagem projetada, sendo ela uma imagem quadrada.

Estas objetivas são formadas em sua grande maioria, por cinco ou seis elementos, e a abertura máxima do diafragma, em geral, são as maiores, variando entre 1,0 e 2,0.

Na fotografia, uma objetiva normal para o formato 35mm é a 50mm. O campo de visão desta objetiva é da ordem de 50°.

São chamadas assim também por possuírem características muito próximas de alcance da visão do ser humano.

Lentes Tele-Objetivas

As tele-objetivas têm o mesmo princípio dos telescópios: possibilitar o enquadramento com uma visão de perto das cenas que o fotógrafo não consegue se aproximar.

São geralmente utilizadas nas áreas de fotografia de esportes, retratos (closes), teatros e shows, foto jornalismo, animais (fauna e flora), espionagem, etc.

Lentes Zoom

São objetivas que não têm distância focal fixa, dando ao fotógrafo uma grande agilidade na hora de enquadrar.

Ex.: 35mm-70mm, exerce funções de grande-angular, normal e tele na mesma objetiva.

Temos que lembrar que cada objetiva fixa é construída com um certo conjunto de lentes e anéis que dão suas características de formação da imagem. Ao mesmo tempo que a Zoom tem a capacidade de reproduzir as angulações de visão com a mesma precisão de uma objetiva fixa, seus padrões na formação da imagem são diferentes.

Ex.: Se fizermos uma foto com uma 28mm-70mm, na opção 70mm, teremos uma foto com mais distorção de borda do que se usarmos uma 70mm fixa, pois o conjunto de lentes tem que ser mais arredondado para possibilitar o uso na opção grande-angular.

Fenómeno Olhos Vermelhos

20, setembro, 2009 Celow Sem comentários

Olhos Vermelhos

Todos nós já vimos fotografias em que as pessoas tinham olhos vermelhos assustadores. Essas fotos são tiradas à noite e com flash. Mas, de onde vêm os olhos vermelhos?

Essa cor vermelha vem da luz que reflete nas retinas de nossos olhos. Em vários animais, inclusive cães, gatos e veados, a retina tem uma camada refletora especial chamada tapetum lucidum, que funciona quase como um espelho na parte de trás dos olhos deles. Se você iluminar os olhos deles com lanternas ou faróis à noite, eles refletem uma luz branca e clara. Aqui está o que a Enciclopédia Britânica tem a dizer sobre o tapetum lucidum:

Em vários vertebrados noturnos, o composto branco chamado guanina é encontrado no epitélio ou na retina do olho. Isto proporciona uma superfície parecida com a de um espelho, a tapetum lucidum, que reflete a luz para fora e oferece uma segunda chance para que ela seja absorvida por pigmentos visuais em intensidades de luz bastante baixas. A tapetum lucidum produz aquele brilho familiar nos olhos dos animais noturnos.

Os humanos não têm essa camada tapetum lucidum em suas retinas. Se você ilumina os olhos de uma pessoa com uma lanterna à noite, não é possível ver nenhum tipo de reflexo. No entanto, o flash da câmera é claro o suficiente para causar um reflexo na retina – o que você vê é a cor vermelha dos vasos sangüíneos que nutrem o olho.

Muitas câmeras têm a função “redução de olhos vermelhos”. Nessas câmeras, o flash dispara duas vezes – uma vez antes da foto ser tirada e outra vez para realmente tirar a foto. O primeiro flash faz as pupilas da pessoa se contraírem, reduzindo bastante os “olhos vermelhos”. Outro truque é acender todas as luzes do lugar, o que também contrai a pupila.

Outra maneira de reduzir ou eliminar os olhos vermelhos em fotografias é afastar o flash da lente. Na maioria das câmeras pequenas, o flash fica a uma distância de apenas 2 a 5 centímetros da lente, então o reflexo volta para a lente e aparece no filme. Se você puder remover o flash e segurá-lo a poucos metros de distância da lente, isso ajuda bastante. Você também pode tentar colocar o flash no teto e dispará-lo de lá, se for possível.

FONTE: Como Tudo Funciona

Dicas de como segurar sua câmera fotográfica

20, setembro, 2009 Celow Sem comentários

Além de erros de foco, a falta de nitidez das fotos se dá quando a câmera treme ou o assunto se move. Se estiver com a câmera na mão, use uma velocidade alta para compensar o balanço do corpo. Um assunto em movimento sairá tremido, a menos que você use uma velocidade alta. Para evitar que a câmera trema use um tripé ou qualquer outro apoio.

Veja como segurar a câmera na posição horizontal e vertical

fig06fig05

Obturador

18, setembro, 2009 Celow Sem comentários

O obturador é um dispositivo mecânico que controla a quantidade de luz que entra na câmera através de uma “cortina”.

Ao acionarmos o disparador, o obturador permite que a luz passe e seja captada pelo sensor digital ou pelo filme, por um tempo ajustável. Quanto maior o tempo, mais luz alcançará o elemento sensível.

Este controle de tempo é chamado de “Tempo de exposição” ou “Velocidade do obturador“.  Habitualmente, os tempos de exposição variam desde segundos a milésimos de segundos, representados por frações. Os tempos mais usuais são:

  • 1/8000 s
  • 1/4000 s
  • 1/2000 s
  • 1/1000 s
  • 1/500 s
  • 1/250 s
  • 1/125 s
  • 1/60 s
  • 1/30 s
  • 1/15 s
  • 1/8 s
  • 1/4 s
  • 1/2 s
  • 1 s
  • B (de bulb) — Que mantém o obturador aberto enquanto o botão disparador estiver pressionado.

Em câmeras automáticas, a velocidade é controlada automaticamente pela máquina, que mede a intensidade da luz no local e ajusta velocidades suficientes para evitar fotos borradas ou tremidas (ajustando também outras variáveis). Já em câmeras manuais, temos total controle sobre a velocidade do obturador, permitindo-nos criar novos efeitos nas fotografias.

Apesar de muito popular no meio fotográfico, o termo velocidade não é correto, pois o obturador, como vimos, trabalha com tempos de exposição, em geral frações de segundos, e isto não está relacionado com rapidez de operação ou de exposição.

Diafragma

18, setembro, 2009 Celow Sem comentários

O diafragma fotográfico é uma estrutura que se encontra no interior de todas as objetivas, e tem o papel de controlar a quantidade de luz que passa através dela. Ele é composto por um conjunto de lâminas finas e justapostas, que se abem e fecham para controlar a quantidade de luz. Para um melhor entendimento, pense como se a objetiva fosse o olho humano e o diafragma fosse a pupila.

diafragma

Então, um outro fator importante  em uma objetiva se refere à abertura de seu diafragma. Esta abertura é medida por números f (f/1.4, f/1.8, f/2, f/2.8, f/4, f/5.6, f/8, f/11….), que possuem natureza inversa (quanto menor o número f, maior será a abertura do diafragma, possibilitando maior incidência de luz, e vice-versa). Cada número maior representa a metade da luz que a abertura anterior permite passar.

Ex:  f/8 deixa passar a metade da luz de f/5.6 (um ponto abaixo), e o dobro de f/11 (um ponto acima).

Ao se comprar uma nova lente, é muito importante prestar atenção à abertura máxima, que corresponde ao número f exibido normalmente na parte frontal da objetiva. Em lentes zoom, você verá dois números f.

Ex: Em uma lente 18-55mm com a abertura indicada de “1:3.5-5.6″, o 3.5 corresponderá à maior abertura possível quando a lente estiver com 18mm, enquanto o 5.6 corresponderá à maior abertura quando a lente estiver com 55mm, havendo aberturas medianas nas outras distâncias focais entre 18 e 55mm.

Os diferentes valores de abertura do diafragma também geram diferentes efeitos de profundidade de campo, e consequente aparência de foco.

Diafragmas mais fechados tendem a proporcionar maior “foco”, enquanto diafragmas mais abertos tendem a fazer o oposto, tendo em vista que ele aumenta ou diminui a profundidade de campo.

Escalas de aberturas

A atual escala de abertura utilizada é obtida através da fórmula:

formula-diafragma

Onde:

  • f é o valor do diafragma obtido
  • DF é a distância focal
  • A é o diametro da abertura, em milímetros

Conhecendo as câmeras e lentes – Parte II

8, setembro, 2009 Celow Sem comentários

A lente (objetiva) é uma das partes mais importantes da câmara fotográfica. É um dispositivo óptico composto por um conjunto de lentes utilizado no processo de focalização ou ajuste do foco da cena a ser fotografada. A lente é responsável pela angulação do enquadramento e pela qualidade óptica da imagem.

As lentes das câmaras fotográficas podem ser divididas em 7 grupos que são caracterizados essencialmente pela distância focal de que são capazes. Esse número pode variar normalmente entre os 35mm e 200mm. A distância focal resulta da medida em milímetros entre o pano do filme e o ponto onde a imagem é invertida depois de entrar na câmara escura.

Segue de seguida as denominações pelas quais são normalmente conhecidas as lentes para câmaras fotográficas. Cada grupo refere as suas características relativamente à sua aplicação; distorção causada na imagem final e dimensão relativa da imagem final.

Distância Focal
(equivalente a 35mm)

Lente

Menos de 21 mm

Super grande angular

21 mm – 35 mm

Grande angular

35 mm – 70 mm

Normal

70 mm – 135 mm

Teleobjetiva

135 mm – 300 mm

Super teleobjetiva

Lente micro

  • Aplicação: Estas lentes são especialmente indicadas para fotografias de temas muitos pequenos, os quais são ampliados pelas lentes.
  • Distorção: Por apresentar profundidade de campo muito reduzida, a perspectiva da fotografia é perdida na desfocagem.
  • Imagem: Maior que o objeto fotografado.

Lente macro

  • Aplicação: Estas lentes são indicadas para fotografias de temas de pequena dimensão onde é necessário um grande detalhe. Pode focar objetos a pequenas distâncias, e assim proporciona ao fotógrafo a possibilidade de fotografar detalhes minúsculos de objetos, pequenos insetos, plantas ou micro organismos.
  • Distorção: Apresenta profundidade de campo muito reduzida e distorções.
  • Imagem: Um pouco maior ou menor que o objeto fotografado.

Lente olho de peixe

  • Aplicação: Estas lentes são indicadas para situações onde é necessário capturar uma grande área do espaço ou ambiente. Com características de uma grande angular mais poderosa, é capaz de abarcar um ângulo até 180 graus.
  • Distorção: Provoca grandes distorções na imagem.
  • Imagem: Menor que o objeto fotografado.

Lente grande angular

  • Aplicação: Estas lentes são mais apropriadas para fotos de paisagens ou em ocasiões em que se tem pouca distância para fotografar em recintos pequenos, como por exemplo salas em que precisamos enquadrar o máximo de área possível. Uma outra característica destas lentes é proporcionar grandes profundidades de campo, desde pequenas distâncias até ao infinito.
  • Distorção: Apresenta distorção da imagem.
  • Imagem: Menor que o objeto fotografado.

Lente normal

  • Aplicação: Estas lentes produzem uma imagem com perspectiva que se aproxima da visão normal, em que a proporção dos assuntos enquadrados não sofre ampliação nem redução perceptível.
  • Distorção: Semelhante à do olho humano.
  • Imagem: Menor que o objeto fotografado.

Lente teleobjetiva

  • Aplicação: Estas lentes de grandes distâncias focais são apropriadas para fotografar a longa distância.
  • Distorção: Quanto maior é a distância focal, maior é a desvalorização da perspectiva e o achatamento da imagem.
  • Imagem: Menor que o objeto fotografado.

Lente zoom

  • Aplicação Este tipo de lentes não é mais do que uma lente que permite variar a distância focal, e por consequência, variam o campo abrangido e o tamanho da imagem. Devido à sua versatilidade e conveniência, as objetivas zoom são talvez as mais populares de todas. Como uma lente zoom tem uma distância focal variável de maneira contínua, ela pode substituir todas as lentes fixas compreendidas entre as suas distâncias focais máxima e mínima.
  • Distorção: Depende da distância focal.
  • Imagem: Depende da distância focal.

Conhecendo as câmeras e lentes – Parte I

8, setembro, 2009 Celow Sem comentários

Atualmente, há no mercado diversos tipos de câmeras, com preços, funções e aplicações bem variados. Conheça os principais tipos.

Celular

As câmeras embutidas nos celulares mais avançados têm uma tecnologia similar à das câmeras ultracompactas. A geração antiga, com resolução VGA (de meio megapixel), utilizava a tecnologia mais simples das webcams. A geração atual chega a 5 mp com uma lente fixa equivalente a 35 mm.

Ultra-compacta

Câmera de bolso superfina. Devido à forte miniaturização, é um tipo de câmera bem mais caro que as compactas normais. Tem zoom de 3x e varia de 8 a 10 megapixels. Os modelos da série T da Sony contam com um esperto espelho que permite colocar o mecanismo da lente e o sensor na vertical. Uma porta de correr na face frontal (aparentemente inspirada em modelos de filme da Olympus) encobre a lente quando fora de uso e também serve como a chave liga/desliga. Exemplos: Sony Cyber-Shot DSC-T300, Canon PowerShot SD950, Casio Exilim EX-S10, Pentax Optio S12 e Nikon Coolpix S700.

Compacta

Originalmente, referia-se a uma câmera de filme de dimensões razoavelmente grandes. Hoje, a compacta digital é do tamanho de um maço de cigarros. A maioria das câmeras à venda em lojas de eletrônicos de consumo são dessa categoria, pois representa a melhor relação melhor custo/benefício. Apesar das limitações técnicas, como a ausência de quaisquer modos manuais para personalizar a captura, é a mais simples de usar e a primeira opção dos fotógrafos iniciantes, casuais e amadores. Todas as marcas populares oferecem diversas câmeras desse tipo. O zoom vai de 3x a 5x e o tamanho da imagem varia entre 8 e 12 megapixels.

Bridge (ponte)

Uma câmera avançada que faz a “ponte” entre as compactas amadoras e as profissionais. Tem a operação básica igual à das compactas, porém0 é acrescida de inúmeros recursos avançados que são característicos das SLRs, como opções manuais de exposição e foco e saída de imagem em RAW. Outros recursos comuns são o zoom muito mais potente, encaixe para diversos acessórios na objetiva e uma caixa estanque opcional para uso embaixo d’água. Exemplo de modelo popular é a Canon PowerShot G9, com uma tela LCD grande, zoom de 6x e uma sapata para flash externo. Outro exemplo: Nikon Coolpix P5100.

SLR ou reflex

Principal tipo de câmera utilizada profissionalmente, também adotada pelos amadores avançados. Nela, a imagem que se vê no visor óptico (chamado de viewfinder ou ocular) é a mesma que atravessa a lente, desviada internamente por um prisma e um espelho que só é levantado de sua posição normal na hora do clique para permitir a passagem da luz até o sensor (ou filme). A SLR se caracteriza, também, pelas lentes removíveis e intercambiáveis. O visual das SLR é inconfundível, pois quase todas têm uma “corcova” no meio do corpo. Cada uma das principais marcas de câmeras oferece SLRs e uma linha de objetivas que só encaixam em suas próprias câmeras, sendo incompatíveis com as da concorrência. Assim, escolher uma marca de SLR implica na escolha de uma gama fechada de objetivas. A média de resolução atual das básicas e avançadas é de dez megapixels. As profissionais ultrapassam os 20 megapixels. Exemplos de SLRs de entrada: Canon EOS Rebel XTi e XSi, Sony Alpha 350, Nikon D40 e D60. Exemplos de SLRs avançadas: Canon EOS 40D, Olympus E-3, Pentax K20D e Nikon D300. Exemplos de SLRs profissionais: Nikon D3 e Canon EOS-1Ds Mark III.

Médio formato

Câmera profissional com qualidade de topo e elevadíssimo custo, equipada com um sensor digital grande (mas não exatamente igual em dimensões aos filmes de médio formato). As fotos que produz são extremamente nítidas e seu principal emprego é em fotografia de paisagens e ensaios de moda. A empresa sueca Hasselblad está lançando um modelo de 50 megapixels.

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