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Arquivo de outubro, 2009

Profundidade de Campo (DOF)

11, outubro, 2009 Celow Sem comentários

Um efeito interessante que você pode fazer em suas fotos é manter o assunto que você quer fotografar “isolado” do fundo. Isso se chama tecnicamente “profundidade de campo”. Recentemente as pessoas tendem a chamar  de “desfoque” devido às ferramentas encontradas em programas como o Photoshop.

Diz-se que uma foto tem “pouca profundidade de campo” quando há poucos planos em foco. Veja por exemplo essa foto:

image.axdPerceba que a Madonna e a criança(primeiro plano) estão bem nítidas enquanto que os móveis(plano de fundo) estão desfocados (“borrados”).

Se todos os planos (a Madonna e os móveis) estivessem bem nítidos, diríamos que a foto tem grande profundidade de campo.

Ter uma grande ou pequena profundidade de campo vai depender do objetivo da foto. Se você quer ressaltar apenas um assunto específico é interessante ter pouca profundidade de campo (ou, “fundo desfocado”).

Para se conseguir isso é necessário que a câmera tenha controles manuais, pois você irá precisar alterar os valores de abertura do diafragma.

O diafragma é a “peça” que se abre para que a imagem seja captada pelo sensor da lente ou pelo filme.

Via de regra, quanto MAIOR a abertura do diafragma, menor a profundidade de campo, e o contrário. Os valores de abertura são medidos em “f”: f/1.8, f/2.0, f/2.2, f/2.8, f/3.5, etc. Para confundir um pouco mais, quanto menor o valor (1.8 no caso do exemplo), MAIOR é abertura.

Não se assuste com a parte técnica/teorica por enquanto. O importante é saber que você só poderá controlar a profundidade de campo tendo uma máquina com controles manuais. Tendo uma máquina dessas, você pode “brincar” com os valores de “abertura” para aprender de modo prático como funciona. Faça um teste: sobre uma mesa, coloque 3 latas de refrigente (ou objeto semelhante) à uma distância  de 30 a 50cm uma da outra. Fique em linha reta com as 3 latas. Coloque a menor abertura possível e tire 3 fotos: uma focando na primeira lata, outra focando na segunda lata e a outra focando na terceira lata.

Veja o exemplo utilizando 3 xícaras, e abertura f/1.8:

Focando na 1ª xícara, a 2ª e a 3ª ficam desfocadas

Focando na 1ª xícara, a 2ª e a 3ª ficam desfocadas

Focando na 2ª, a 1ª e a 3ª ficam desfocadas

Focando na 2ª, a 1ª e a 3ª ficam desfocadas

Focando na 3ª, a 1ª e a 2ª ficam desfocadas

Focando na 3ª, a 1ª e a 2ª ficam desfocadas

Usando uma abertura maior f/22, observa-se razoavelmente bem todas as xícaras (foco na 2ª)

Usando uma abertura maior f/22, observa-se razoavelmente bem todas as xícaras (focando na 2ª)

Claro que existem outros fatores envolvidos, como por exemplo, distância focal da objetiva, distância que você está do tema a ser focado/desfocado, etc…, mas o controle básico para se ter mais ou menos profundidade de campo é a abertura do diafragma.

Significado das siglas de algumas objetivas

3, outubro, 2009 Celow Sem comentários

CANON

  • USM – Ultrasonic Motor, ou motor ultrassônico do autofocus, que pode ser do tipo anel ou micromotor; mais rápido e silencioso que o motor convencional da marca.
  • IS – Image Stabilizer, ou estabilizador de imagem; permite velocidades de obturador até 2 pontos mais baixas sem que a foto saia tremida.
  • EF – Electro Focus, objetivas autofocus desenvolvidas para câmeras da linha EOS.
  • L – Identifica lentes especiais, profissionais, com elementos óticos especiais (feitos com cristais UD, S-UD ou fluorita); com foco e retrofoco internos (I/R) de última geração, dando maior velocidade ao autofocus; com foco de toque manual com ação não interrompida, ou seja, mesmo no autofocus o fotógrafo pode ajustar manualmente o foco sem precisar acionar a chave de modos de foco.
  • DO – Diffractive Optics, ou elemento ótico difrativo multicamada, que corrige a aberração cromática, de características asféricas e superior ao cristal UD, permitindo lentes menores e melhores. Atualmente, somente a nova 400 mm f/4 L IS USM tem essa característica.
  • FD – Sistema manual de lentes da Canon dos anos 1970 e 80 que usam um sistema de alavancas e pinos mecânicos para transmitir informações para a câmera.
  • UD – Ultra Low-dispersion Glass (vidro de dispersão ultra baixa) Elemenos de lentes fabricados com vidros UD tem um indice de refração menor do que as de vidro comum. Tais elementos são, normalmente, usados para corrigir aberração cromática.

MINOLTA

  • AF – Objetiva autofocus.
  • APO – Define uma objetiva apocromática, com elementos óticos para que haja menor aberração cromática.
  • G – São as lentes especiais da marca, com maior abertura e alto desempenho, com altíssima qualidade de imagem e com abertura circular, o que proporciona um “bokeh” maravilhoso. Finalmente, o G é de “Golden”, se não me engano – tanto que todas as objetivas G têm um anel dourado, normalmente próximo à rosca do filtro.
  • SSM – “Supersonic Wave Motor”. Denota objetivas em que o motor do AF está na objetiva e é muito rápido e silencioso.
  • HS – “High-Speed”, em algumas objetivas “G”. São objetivas que focam rapidamente apesar de não serem SSM.
  • D – Isso significa que a objetiva incorpora o mecanismo ADI ou “Advanced Distance Integration” para a determinação da potência do flash, dispensando o uso de preflash para determinar a exposição.
  • MF – Foco Manual.
  • MD – acredita-se geralmente que signifique “Minimum Diaphragm” pois as lentes MD têm uma aba para indicar qual a abertura mínima da lente ao corpo. No mais, são iguaizinhas às lentes MC.

NIKON

  • AI – Aperture Indexing Em 1977 a Nikon lançou uma série de lentes que podiam comunicar-se a abertura da lente para o corpo da câmera através de um contato mecânico. Estas lentes são facilmente identificadas pela “orelhas” de metal no seu topo (ver imagem). As que apresentam pequenos furos em cada orelha são lentes AI ou AI-S.
  • AI-S – Outra variação das lentes F da Nikon lançada em 1981. Essencialmente são lentes AI com suporte para algumas automações a mais, como transmissão linear de informação de abertura.
  • AF/AF-S – As objetivas AF incorporam o motor de autofocus convencional da Nikon; as AF-S recebem o novo motor “Silent Wave” com foco automático mais rápido e silencioso.
  • AF-D – Uma das muitas variações da linha de lentes F da Nikon. As lentes Nikon tipo AF podem transmitir informações de distância para o corpo da câmera. Os dados de distância do foco é usado pelo sistema de medição de matrix 3D da Nikon e pelo sistema de medição 3D dos flashes.
  • AF-DX – São lentes autofoco Nikkor projetadas para SLR digitais Nikon com fator de corte de 1.5x. Elas são menores e mais leves que as Nikkor padrão devido à não ter que cobrir todo o sensor (não fullframe). Em geral elas não são utilizáveis em corpo Nikon 35mm.
  • AF-I – Autofocus Integrado. Em 1992 a Nikon seguiu o exemplo da Canon lançando uma nova serie de lentes com motor integrado ao corpo da lente. Até então a Nikon só produzia sistemas autofoco no corpo das câmeras. Estas lentes são equivalentes às USM da Canon.
  • IF – Foco interno, ou seja, o movimento dos elementos estão resumidos à parte interior, sem alteração de tamanho externo da objetiva, o que permite lentes mais compactas e leves, além de distância de foco mais curtas.
  • D/G – As objetivas tipo D e G informam a distância entre a câmera e o assunto ao corpo da autofocus Nikon, o que tornou possível avanços na fotometria matricial 3D e no sensor para flash um preenchimento mais equilibrado.
  • ED – São objetivas que têm o cristal ED de dispersão mínima de luz, o qual reduz muito as aberrações cromáticas, com ganhos em nitidez e reprodução de cores.
  • Micro – São as lentes para macrofotografia da Nikon.
  • VR – Objetiva com redutor de vibrações (como o IS da Canon), que permite, no caso da Nikon, trabalhar com até 3 velocidades abaixo da recomendada sem risco de foto tremida.

PENTAX

  • AL – Aspherical, lente com elemento asférico.
  • ED – Objetiva com elemento ótico de baixíssima dispersão de luz.
  • IF – Internal Focusing, ou foco interno, como o sistema de outras marcas.
  • FA – Objetiva autofocus.

SIGMA

  • ASP – Aspherical, lente com elemento asférico.Os elementos não esféricos de uma lente podem reduzir o numero total de elementos necessários em um tipo de lente. Eles podem melhorar o desempenho e ao mesmo tempo reduzir o peso e o tamanho da lente. As lentes Aspherical maximizam a qualidade ótica e minimizam o tamanho e o peso das mesmas. As lentes Aspherical reduzem alguns problemas normalmente associados com grande angulares e zooms, tais como flare e distorções das bordas.
  • APO – Apochromatic, lente com design apocromático e com cristal SLD, que baixa dispersão paradiminuir a aberração cromática.
  • IF/RF – Internal and Rear Focusing, ou foco interno e retrofoco, como o sistema de outras marcas.
  • HSM – Hyper Sonic Motor, ou motor hiper-sônico, que movimenta o autofocus.
  • UC – Ultra Compact, ou lente ultracompacta: pequena e leve.
  • DL – De Luxe, ou de luxo, lente com acabamento especial e preço atraente.
  • DF – Dual Focus, ou foco de duas formas, que permite a correção do foco automático manualmente.
  • HF – Helical Focus, ou foco helicoidal, de forma espiral, para eliminar a rotação da lente frontal.
  • EX – Excellence, ou excelente, que define a lente profissional da marca.
  • OS – Esta função utiliza um mecanismo embutido que compensa as trepidações que a camera pode causar. Expande consideravelmente as possibilidades fotográficas quando se está fotografando sem o auxilio do tripé. “Estabilizador ótico”.
  • DG – Estas são objetivas de aberturas grandes com angulações e distancias focais curtas. Com abundancia de iluminação periférica, são ideais para cameras digitais SLR mantendo a usabilidade para as tradicionais 35mm SLR.
  • DC – Estas são objetivas especiais feitas para que o circulo da imagem encaixe no menor tamanho de sensor da maioria das cameras digitais SLR. Seu design especializado dá a estas objetivas as ideais propriedades da camera, e sua construção leve e compacta ajudam bastante.

TAMRON

  • ASL (Aspherical Lens) – Maximizam a qualidade ótica minimizando o número de componentes e, consequentemente, tamanho e peso das mesmas. Evitam distorções nas bordas.
  • LD (Low Dispersion) – Diminui aberração cromática (é semelhante a Sigma APO ou Nikon ED).
  • DI – Lentes otimizadas para SLR digitais. Melhoram a distribuição de luz. Podem ser usadas em 35mm também. Semelhante a sigma DG.
  • Di-II – Desenhadas exclusivamente para digitais, com sensores de tamanho APS-C. Menores e mais baratas. Não servem para SLR Full-Frame (se não me engano causam grandes distorções). Semelhantes às Nikon DX / Sigma DC.
  • IF – Foco interno. Não modifica o tamanho externo da lente.
  • XR (Extra Refractive Index Glass) – O uso do XR optimiza uma distribuição geral do poder ótico e também reduz várias aberrações para o mínimo absoluto enquanto atinge notável compactação. Além disso, o posicionamento adequado de dois elementos híbridos esféricos mantem a performance de imagem e diminuir e comprimir o sistema ótico inteiro.
  • SP – Super performance – série que indica lente te alta-performance, indicando uso profissional. Similar ao EX das Sigmas.
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